Usina de dessalinização a vácuo solar offshore

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Fernando Ximenes

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Cientista industrial

Partindo do princípio que os nordestinos são sabedores do histórico da seca há séculos, que em cada dez anos o Nordeste tem registros de seca, nada mais tem a perguntar ou questionar sobre o tema seca ou crise d’água, tem o dever de solucionar e já deveria ter resolvido tão grave pendência e não mais esperar por rezas ou apenas chuvas e ainda depender dos carros-pipas.

Em curso de uma ideia centenária, a transposição do rio São Francisco servirá para estoque d’água em nossos reservatórios nordestinos de quatro estados, a qual não podemos desprezá-la e, sim, acelerá-la. Trata-se de um insumo renovável, porém limitado pela natureza agredida. Resta-nos buscar de vez a saída para o abastecimento d’água nordestino, retirar as culpas, culpados e acabar com a receita e os prejuízos da seca, logo, adotar a tecnologia de dessalinização da água do mar, consumir agua potável dessalinizada e beneficiar o sal refinado. Vamos à prática, a sede não espera.

Estudos já iniciaram no Ceará entre empresa e academia (oito pesquisadores), para a possibilidade de construir uma usina dessalinizadora off shore na costa do Ceará, como também em outras regiões do Brasil e do mundo com produção de água potável mineral. Os brasileiros e os cearenses são sábios e devem aprender a explorar esse potencial.

Na produção e no abastecimento d’água, não é diferente. Apesar de reconhecer a importância da inovação, acredito que, para a inovação no processo de dessalinização acontecer no Brasil, deve haver investimentos e quebra de preconceitos quanto à inovação. O início da mudança de paradigmas até a água do mar virar bem de consumo da população e, com isso, gerar receita, impostos, emprego e renda, sendo preciso criar uma ambiência de negócios, é necessário mais diálogo e parceria: “É preciso criar negócio”, “fechar contratos confidenciais tecnológicos e de royalties” e almejar o rendimento dos royalties para dessalinização solar a vácuo offshore acontecer e virar lucro para o pesquisador, a empresa e o investidor.

Está sendo desenvolvido o projeto da usina de dessalinização a vácuo solar offshore, que produzirá 450 milhões de litros d’água/dia, para abastecer 600 mil residências ou 1,9 milhão de pessoas. A usina poderá atender Fortaleza ou ser instalada em outras metrópoles. Esta inovação já está concluída – apresentei a tecnologia com protótipo em maio de 2016 na Feira Internacional Expo Solar em São Paulo.

Os testes da tecnologia já foram feitos e estão sendo desenvolvidos os métodos e as diretrizes da sua aplicação. A importância dessa nova tecnologia mostra os benefícios do produto final, que virá da usina de dessalinização a vácuo solar offshore, que será o abastecimento d’água mineral para o consumo humano e o reuso do rejeito e refino do sal industrializado.


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