A caneta está na mão, não da opinião, não da razão, não do planejamento, e sim na contramão. Difícil prosseguir com desenvolvimento e com gestão, na defesa da palavra escrita, na metáfora, tudo contrário ao óbvio, de quem deve ou não ter seus deveres e direitos técnicos. Assim, quem realmente merece a cadeira perde a Oportunidade da caneta e do cargo, não podendo opinar no mérito do desenvolvimento planejado e fazer.

Fala-se momentaneamente no Brasil de crise económica, energética, hídrica, ambiental e outras tantas, que meramente são resultados do uso inadequado da caneta metafórica, quando, na realidade, predomina a falta de capacidade técnica daqueles que são nomeados aos cargos politicamente. Criou-se por parte destes o orgulho cínico de cobrar ao povo e dos setores produtivos soluções e diretrizes, inversamente de certo e sim controverso.

Diante de tão absurda falta de uma boa mão técnica, mesmo com uma caneta de ouro e nanquim, o Brasil não desenvolve, entra em diversas crises e nunca desenvolverá, borrando o papel de toda economia sem gestão, desnorteado sem eixos, à deriva de qualquer marola, açoitado por todas correntes. Infelizmente a dura realidade da “peia”.

Brasil preso aos piores nomes e perdido por falsas lideranças políticas, aos diversos interesses escusos, sem rumo, inconfiáveis e inseguros, denunciados pela tinta vermelha da corrupção, traz à nossa terra um pessimismo sem igual visto.

No resultado limiar da explosão de fome, descrédito, analfabetismo, miséria, calamidade, incapacidade profissional, sem um lápis sequer para escrever ou mudar, a pergunta é: o Brasil pode quebrar? Mesmo ainda longe do fundo do poço, muito embora a barriga a roer e tendo que engolir interrogações do destino indigestas, vendo mídias tristes digitadas, causando saudades dos tempos de boas canetadas.

Gigante e rico por natureza minerais, territoriais, pujante agroindustrial, além de o Brasil ter um forte lastro de US$ 370 milhões e potencial económico, quebrar, significa irresponsabilidade, malandragem, desorganização, acomodação, “cargas que falham”.

Mas o que falta? Como reativar o setor industrial e comercial claudicante, amarrados? Onde estará o correto dono da caneta? Estamos diante de uma péssima novela bufa, somos plateia de um palco estúpido de marionetes, nefando pesadelos, enfrentando papel rasgado sem diretrizes, higienizados por seus quinhões, praticando o toma-toma, enaltecendo a vantagem e a corrupção vertical. Enfim, resta uma pergunta: “como escrever um novo Brasil?”.

 

Fernando Ximenes

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